Mesmo depois de socorro no valor de US$ 30 bilhões, as ações do First Republic Bank (FRB) fecharam com queda de 33%.

Mesmo depois do socorro dos principais credores dos EUA no valor de US$ 30 bilhões, as ações do First Republic Bank (FRB) desabaram e fecharam com perda de 33%, com papéis cotados a US$ 22,96, nesta sexta-feira (17).

O banco foi exposto a fragilidades depois da quebra do Signature Bank e do Silicon Valley Bank (SVB) que teve, por consequência, a retirada em massa de recursos pelos clientes do FRB.

As dificuldades financeiras anunciadas pelo SVB geraram um temor. Com isso, a corrida dos clientes para sacar dinheiro antes que o banco quebrasse fez justamente o banco quebrar. Uma profecia autorrealizável”, explicou o economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, André Galhardo, ouvido pelo portal g1.

Com sede em São Francisco (Califórnia, EUA), o First Republic sentiu fortemente os impactos do mercado com a crise no setor bancário e viu suas ações derreterem nos últimos dias, o que ligou o sinal de alerta. Na manhã de quinta-feira (16) os papéis recuaram 31%.

Contudo, especialistas ouvidos pelo g1 dizem que o problema não é sistêmico. Para eles, os indícios não são de um problema sistemático ou estrutural, mas de uma “contaminação” temporária após a quebra do SVB, que faliu diante de uma estratégia equivocada de manter a exposição à alta taxa de juros norte-americana.

Wall Street fechou em baixa nesta sexta, no fim de uma semana tumultuada dominada por uma crise no setor bancário e por sinais de uma possível recessão.

Todos os três índices encerraram a sessão no território negativo, com as ações financeiras na lanterna entre os principais setores do S&P 500.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 (SPX) perdeu 1,10%, para 3.916,47 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite (US100) teve queda de 0,75%, para 11.629,64 pontos. O Dow Jones Industrial Average (DJI) caiu 1,20%, para 31.858,95 pontos… leia mais em bpmoney.17/03/2023