Se a economia norte-americana crescer em 2012, será através das atividades de fusões e aquisições do meio corporativo, disse a Dealogic em entrevista para a agência internacional de notícias CNBC. Os Estados Unidos registraram neste ano US$ 841 bilhões nesses acordos, 24% acima de 2010 e o nível mais alto desde a época pré-crise financeira em 2007.

A crise da dívida europeia pode ganhar peso no começo do próximo ano, mas as companhias esperam mais avanços nestes acordos de fusões e aquisições, o que deve contribuir para o crescimento corporativo.

“No começo do primeiro trimestre, as corporações vão querer analisar o que está acontencendo no exterior”, disse Peter Cardillo, economista-chefe de mercados da Rockwell Global Capital à CNBC. Após esse movimento, as empresas devem seguir para o próximo passo e provavelmente aumentar o nível de aquisições e fusões atingido este ano. “O motivo para isso é que as corporações continuam muito baratas”, complementou.

“O front doméstico dos EUA não irá acelerar rápido, mas o internacional irá. Com isso, você verá muitas corporações multinacionais procurando oportunidades baratas na Zona do Euro “, disse Cardillo. Ao analisar separadamente, o setor de saúde lidera as aquisições este ano. com US$ 141,2 bilhões, seguido por serviços, petrolíferas e tecnologia.

Ademais, os estrategistas do Deutsche Bank disseram, em relatório sobre as perspectivas para 2012, que a maioria das corporações priorizaram as aquisições e fusões este ano. Além disso, eles acreditam que mudanças esperadas para tributação sobre as empresas também são susceptíveis de favorecer um positivo cenário de fusões e aquisições, com as grandes corporações procurando por subsidiárias de baixa performance.
Fonte:InfoMoney29:12:2011