Pressionado, Carrefour aumenta proposta para deslistagem no Brasil
Com o descontentamento generalizado de acionistas minoritários com a proposta para fechar o capital do Atacadão no Brasil, o francês Carrefour resolveu melhorar o preço da oferta e adiou a assembleia de 7 de abril para 25 deste mês.
A companhia aumentou o pagamento em dinheiro de R$ 7,70 por ação resgatável para R$ 8,50, o que implica em um prêmio para 46,2%, calculado pela média ponderado nos 30 dias anteriores a 10 de fevereiro, superior ao 32% da oferta anterior.
O investidor também pode optar por receber uma combinação de 0,5 ação do Carrefour França ou o mesmo número de papéis em BDRs (Brazilian Depositary Receipts) mais R$ 4,25 em dinheiro, acima dos R$ 3,85 da oferta anterior. Outra alternativa é receber 0,1 ação do Carrefour França (ante 0,09 da oferta anterior), sem lock-up para o investimento.
As consultorias de aconselhamento de votos Glass Lewis e ISS, cuja orientação costuma ser acatada por muitos investidores estrangeiros, tinham recomendado aos acionistas votarem contra a proposta de deslistagem do Carrefour Brasil (Atacadão) da bolsa brasileira, avaliando que o prêmio oferecido não era atrativo.
Acionistas minoritários estrangeiros como gestora Ruane Cuniff, que gere mais de US$ 15 bilhões, também tinham se articulado com fundos locais, como a Vokin e a Tempo Capital, para votar contra a proposta do Carrefour.
A aprovação vai depender do quórum na assembleia e será votada pela maioria dos acionistas presentes que fazem parte do free float. A esse grupo se somou o GIC, que segregou sua posição antes conjunta com a Península e sinalizou que pretende receber o pagamento de seus 2,4% em ações em dinheiro… leia mais em Pipeline 03/04/2025


