Na família Steinbruch, dona da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Vicunha, tudo é discutido tintim por tintim, mas uma disputa entre acionistas minoritários do conglomerado mostra que, nos bastidores de um dos ramos do grupo, um acordo mal resolvido pode ter desdobramentos para uma das maiores companhias do país.

O conflito ocorre dentro da holding CFL, representada por Léo, Clarice e Fabiane Steinbruch, que detém 10,25% da companhia, avaliada em quase R$ 20 bilhões no mercado. Clarice e Léo são primos de Benjamin Steinbruch.

Fabiane, viúva do empresário Fabio Steinbruch, morto em um acidente de moto em 2012 aos 51 anos, está avaliando quais as medidas cabíveis na Justiça para questionar um tratado fechado há dois anos e meio entre a CFL, holding da qual faz parte com seus cunhados, Léo e Clarice, e a Rio Purus, ramo da família de Benjamin Steinbruch e seus irmãos Elizabeth e Ricardo.

Pelo acordo fechado, em novembro de 2022, os dois ramos da família acertaram que a holding CFL teria participação direta na CSN, desfazendo as fatias cruzadas no conglomerado, uma das maiores siderúrgicas e mineradoras do paísleia mais em Valor Econômico 06/05/2024